"Negão do WhatsApp" gera demissões em multinacional

"Negão do WhatsApp" gera demissões em multinacional

A foto que chegou à matriz americana, trazia o personagem no centro da imagem, ao lado do diretor comercial da empresa e outros dez funcionários.

Meme do Negão do WhatsApp gerou crise na Salesforce.

No dia 19 do último mês, o Baguete publicou uma notícia sobre a saída do presidente, um executivo contratado em 2014, vindo da Expedia e com passagem pela Microsoft.

O concurso foi promovido pela área de recursos humanos, que ofereceu premiação de R$ 3 mil em dinheiro aos três melhores colocados.

Procurada pela imprensa, a empresa confirmou os desligamentos e disse que "os executivos trouxeram importantes contribuições para a Salesforce durante suas atuações na companhia", mas disse que não comentaria o motivo por ir contra sua política interna.

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O rapaz ficou em quarto lugar no concurso.

O resultado foi a demissão do funcionário, do diretor e do presidente por decisão da matriz. O diretor comercial não concordou e decidiu mantê-lo na empresa, justificando à sede que as pessoas no Brasil são mais liberais.

Outros dois funcionários que foram fantasiados como personagens do filme "As Branquelas" também foram suspensos e o caso está em análise.

Vale lembrar que nos Estados Unidos uma pessoa branca se fantasiar de negra é cada dia mais um tabu e uma conduta equivalente a racismo. Não teve jeito: a chefia "pediu a cabeça" não só do "negão do WhatsApp", mas também a do diretor comercial que tentou defendê-lo. A reportagem do Baguete procurou Maurício Prado diretamente, mas não obteve retorno até o fechamento dessa reportagem.

No entanto, o espisódio da Salesforce ilustra as dificuldades culturais de levar essa pauta adiante no Brasil onde, de acordo com a visão de cada um, as relações cotidianas estão livres da pauta do políticamente correto, ou são dominadas por condutas discriminatórias não confrontadas.

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