Ex-assessor de Donald Trump se declara culpado por mentiras

Ex-assessor de Donald Trump se declara culpado por mentiras

Ex-assessor de Donald Trump se declara culpado por mentiras

O ex-conselheiro de segurança nacional dos Estados Unidos Michael Flynn se declarou culpado na sexta-feira de mentir para o FBI sobre a Rússia, e a ABC News noticiou que está preparado para testemunhar que, antes de assumir o cargo, o presidente Donald Trump o havia orientado para entrar em contato com os russos.

Michael Flynn foi conselheiro de segurança nacional de Trump durante 24 dias em janeiro e fevereiro, quando o Presidente o demitiu por ocultar ao vice-presidente, Mike Pence, os seus contactos com o embaixador russo em Washington, Sergey Kislyak.

Em resposta ao contato de Flynn, o embaixador afirmou que iria moderar a reação russa.

A decisão está a ser vista como um sinal de que Flynn pode vir a cooperar com a investigação de Mueller. "Mas reconheço que as ações que admiti hoje em tribunal foram erradas e, com a minha fé em Deus, estou a trabalhar para corrigir o que fiz", prosseguiu.

A investigação contra Flynn está sob o comando de Robert Mueller, procurador especial do FBI, que apura as relações do Kremlin com os EUA -e sua eventual influência na administração de Trump e nas eleições americanas.

Miller admite ter feito 'lambança' no caso JBS
O ex-procurador é um dos principais personagens da polêmica que provocou a suspensão dos acordos de dois delatores da JBS . Porque tudo que eu incentivava a empresa a fazer era o que eu faria se estivesse na jurisdição.

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O Telegram, concorrente do aplicativo, também deu as caras na rede social e chegou ao terceiro lugar orgânico dos Trending Topics. Usuários do WhatsApp em todo o mundo estão relando instabilidade no aplicativo nesta quinta-feira (30).

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Para 2018, a previsão é de aumento da riqueza em Portugal de 2,3 por cento, enquanto nos países do Euro será de 2,1. A economia alemã deve ainda crescer 1,9% em 2019, na avaliação da entidade.

Em última análise, o principal objectivo do procurador especial é descobrir se elementos importantes da campanha de Donald Trump colaboraram com o Governo russo para prejudicar a campanha de Hillary Clinton, e se o próprio Presidente obstruiu a Justiça ao despedir James Comey.

Existe a expectativa de que, com o acordo, Flynn faça novas revelações ao FBI sobre as relações entre o governo Trump e os russos.

"Nada neste acordo ou no indiciamento compromete outra pessoa além de Michael Flynn", afirmou o advogado da Casa Branca Ty Cobb.

"Nada na declaração de culpabilidade (de Michael Flynn) ou a acusação implica alguém além do senhor Flynn", afirmou Cobb num comunicado fornecido aos jornalistas que cobrem a Casa Branca. A conclusão desta fase do processo, segundo ele, demonstra que a investigação de Mueller caminha para "uma conclusão rápida e razoável".

O genro de Trump não foi intimado pela equipa de Robert Mueller - ofereceu-se para responder às perguntas dos investigadores, e o facto de a reunião ter mesmo acontecido sugere que ele não é, pelo menos por enquanto, um dos alvos principais na investigação. Em março, Trump havia classificado as investigações de "caça às bruxas" e negou qualquer complô com os russos.

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