OMS recua na nomeação de Mugabe para pôr fim a polémica

OMS recua na nomeação de Mugabe para pôr fim a polémica

OMS recua na nomeação de Mugabe para pôr fim a polémica

O secretário-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), o etíope Tedros Ghebreyesus, que havia nomeado o presidente do Zimbábue, Robert Mugabe, "embaixador da boa vontade", anunciou neste domingo (22) que decidiu revogar a nomeação, após uma intensa polêmica. Em publicação em sua conta no Twitter, Ghebreyesus afirmou ter ouvido aqueles que expressaram suas preocupações.

A novidade foi comunicada numa cerimónia esta sexta-feira no Uruguai, na presença do próprio: Robert Mugabe, 93 anos, é o mais recente embaixador da boa-vontade da Organização Mundial de Saúde (OMS), agência especializada das Nações Unidas. "Como resultado, decidi rescindir a nomeação", escreveu. A escolha foi alvo de indignação entre doadores da OMS e grupos de direitos humanos que consideram que o sistema de saúde do Zimbábue sofreu um colapso durante o regime liderado por Mugabe. "A indicação claramente contradiz os ideais da ONU [Organização das Nações Unidas] de respeito aos direitos humanos e à dignidade humana", declarou o Departamento de Estado, por meio de comunicado oficial.

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Além dos ativistas, também o Reino Unido, antiga potência colonial, fez críticas a essa nomeação, considerando a decisão da OMS "surpreendente e dececionante, em particular à luz das sanções dos Estados Unidos e da União Europeia contra" Mugabe. Para Jeremy Farrar, diretor da ONG Welcome Trust, que atua na área da saúde, Mugabe "não cumpre nenhum dos valores" esperados pela ONU.

O ministro de Educação Superior, Jonathan Moyo, disse que a OMS perde o respeito se reverter a decisão. Os preços dos produtos farmacêuticos subiram quase 70% devido a escassez de dólares para importação.

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