Depois de três horas de debate, Esquerda chumba moção de censura

Depois de três horas de debate, Esquerda chumba moção de censura

Depois de três horas de debate, Esquerda chumba moção de censura

A moção de censura proposta pelo CDS esta terça-feira foi chumbada no Parlamento, com os votos contra de todos os partidos de esquerda. Perante António Costa, a líder do Bloco exigiu "compromisso essenciais" não apenas em sede do Orçamento do Estado, mas também uma reforma estrutural no ordenamento do território e do combate aos fogos. Mas essa resposta, explicou, "não pode ser um mero ritual de expiação institucional".

Está assim clarificada a dúvida evocada pelo Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, no discurso que proferiu na semana passada: "Se na Assembleia da República há quem questione a atual capacidade do Governo para realizar estas mudanças, que são indispensáveis e inadiáveis, então que, nos termos da Constituição, esperemos que a mesma Assembleia soberanamente clarifique se quer ou não manter em funções este Governo, condição essencial para, em caso de respostas negativa, se evitar um equívoco, e de resposta positiva, reforçar o mandato para as reformas inadiáveis".

O primeiro-ministro garantiu no Parlamento que assume a responsabilidade pelos incêndios e por implementar as medidas que foram preconizadas pela Comissão Técnica Independente.

"O PEV não desresponsabiliza o Governo pelas responsabilidades que teve, mas também não embarca no que o CDS-PP procura fazer, que é responsabilizar o atual Governo procurando absolver completamente aquilo que está para trás", afirmou a deputada.

À esquerda, a coordenadora do Bloco demarcou-se da moção de censura do CDS e deixou alguns avisos ao executivo que apoia desde 2015.

Santana Lopes apresenta-se para "unir" com fortes críticas a Rui Rio
Mas Santana Lopes respondeu igualmente às correntes que desvalorizam quem já perdeu eleições e que colocam em causa a sua escolha em virtude do seu passado político.

Jornal: Neymar se desentendeu com treinador do PSG
Aos 33, Neymar deixou o dele, após ótima jogada de Rabiot, que rolou para trás e o camisa 10 bateu de primeira. O PSG volta a campo pela Ligue 1 pela 11ª rodada na próxima sexta-feira.

Corte no orçamento prejudica fiscalização do trabalho escravo
Segundo Temer, nova portaria poderá criar, dentro da Polícia Federal, uma delegacia específica para crimes de trabalho escravo, assim como já existe para crimes previdenciários e trabalhistas.

"A tragédia dos incêndios florestais é o resultado de problemas acumulados na floresta portuguesa por décadas de política de direita", acusou o líder parlamentar comunista, João Oliveira, que pôs o PS ao lado do PSD e do CDS nessas "políticas de direita".

A moção de censura n.º1/XIII, "pelas falhas do Governo nos incêndios trágicos de 2017", foi rejeitada com 122 votos contra, do PS, PCP, BE, PEV e do deputado do PAN, e 105 votos favoráveis, do CDS-PP e do PSD.

Já findo o debate, nos corredores, Assunção Cristas colocou a questão numa frase: a moção de censura serviu para clarificar que a "maioria das esquerdas unidas" acha que o executivo não merece condenação pela sua incompetência.

"Não, nenhuma das medidas adotadas para reposição do rendimentos dos portugueses ou para o aumento do investimento ou para alívio da carga fiscal será sacrificada para responder a este estado de emergência, aí não haverá qualquer alteração no Orçamento do Estado", sublinhou António Costa.

O texto da moção foi redigido e entregue na Assembleia da República antes do conselho de ministros extraordinário do último sábado, onde António Costa apresentou variadíssimas medidas para enfrentar o problema dos incêndios - medidas essas que Assunção Cristas, a líder do CDS, saudou.

Related news