Barcelona marcha contra Catalunha independente — Crise em Espanha

Barcelona marcha contra Catalunha independente — Crise em Espanha

Barcelona marcha contra Catalunha independente — Crise em Espanha

"Protesto por causa de uma situação surrealista que estamos a viver há vários meses", disse à agência Lusa Miguel, de 34 anos, com a bandeira espanhola aos ombros, acrescentando que o presidente do Governo regional demitido "devia ir para a prisão" pelas "mentiras que andou a dizer", assim como os outros dirigentes separatistas.

"Estou aqui para defender a unidade espanhola e a lei", disse Alfonso Machado, 55, um vendedor, acompanhado por uma garotinha com bandeiras espanholas em seus cabelos.

A manifestação, que está marcada para as 12 horas locais (11 horas em Lisboa) foi convocada pelo movimento cívico Sociedade Civil Catalã e pretende lutar contra a divisão de Espanha.

Nos cartazes empunhados pela multidão liam-se slogans como "Espanha unida", "despertar de um povo silenciado", "pela reconciliação entre os catalães divididos", e "todos somos catalães". "Pela convivência, sensatez", indicavam que seriam cerca de 1,3 milhões.

"Organizámo-nos tarde, mas estamos aqui para mostrar que há uma maioria de catalães que já não fica em silêncio e já não quer ser silenciada", disse aos jornalistas Alexandre Ramos, um dos organizadores da concentração.

O Departamento de Estado dos EUA disse, por sua vez, que a "Catalunha é parte integral da Espanha e os Estados Unidos apoiam as medidas constitucionais do governo espanhol".

Somália. Dois ataques terroristas fazem pelo menos 14 mortos
Testemunhas de ataques anteriores na Somália disseram que é comum os combatentes do Al-Shabab se disfarçarem de militares. A Somália , país localizado no continente Africano, voltou a ser alvo de ataques terroristas, neste sábado (28).

Autoridades catalãs aprovam resolução para declarar independência
Essas forças impulsionaram o plebiscito de 1º de outubro, com 43% de participação e 90% dos votos no "sim". A reunião ai abordar as medidas a adotar sob o abrigo do artigo 155 da Constituição espanhola.

Presidente do governo da Catalunha não vai ao Senado espanhol
Em 1º de outubro, os catalães foram às urnas, num referendo considerado ilegal por Madri , para votar sobre a independência . Carles Puigdemont não vai convocar eleições antecipadas, ao contrário do que a Catalunha esperava (e toda a Espanha também).

"Comprometemo-nos a não abandonar os catalães e cumprimos".

Na sexta-feira, o Parlamento catalão foi dissolvido, e convocou novas eleições para 21 de dezembro. "Este momento não é para viver numa realidade paralela". Depois do anúncio da decisão, Puigdemont acusou Madri "de agressão premeditada" contra a vontade do povo catalão de constituir um estado independente.

A ameaça passou mesmo à declaração: o parlamento da Comunidade da Catalunha aprovou na sexta-feira, dia 27 de outubro, a independência da região em relação a Espanha.

O executivo de Mariano Rajoy, do conservador Partido Popular (PP), apoiado pelo maior partido da oposição, os socialistas do PSOE, anunciou ao fim do dia a dissolução do parlamento regional, a realização de eleições em 21 de dezembro próximo e a destituição de todo o governo catalão, entre outras medidas.

Por sua vez, Carles Puigdemont, o destituído presidente da Generalitat da Catalunha, fez circular uma mensagem gravada na qual afirma que não aceita ser destituído e apelou à "oposição democrática" e à resistência pacífica dos catalães.

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