Joesley nega atuação de ex-procurador para fazer delação

Joesley nega atuação de ex-procurador para fazer delação

Joesley nega atuação de ex-procurador para fazer delação

O empresário Joesley Batista, dono da JBS, prestou depoimento por mais de três horas nesta quinta-feira, a fim de esclarecer detalhes do polêmico áudio em que falava sobre as negociações da própria delação com a Procuradoria-Geral da República (PGR).

Os advogados de Joesley Batista, sócio e delator da JBS, colocaram seu passaporte à disposição do STF (Supremo Tribunal Federal) e pediram para ele ser ouvido pelo ministro Edson Fachin. Na segunda-feira (4), o procurador-geral abriu procedimento de revisão do acordo de delação dos executivos após analisar uma gravação em que Joesley fala sobre a orientação de Marcelo Miller, ex-procurador que atuou na Operação Lava Jato, para que fosse celebrado o acordo com a Procuradoria-Geral da República.

O advogado do ex-procurador da República Marcelo Miller, André Perecmanis, afirmou que o pedido de prisão de seu cliente, apresentado pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, "causa espécie e indignação", mas ressaltou que ainda não havia sido informado oficialmente sobre a ação.

Joesley voou de São Paulo a Brasília hoje de manhã, acompanhado do executivo da empresa Ricardo Saud e do diretor jurídico Francisco de Assis. O conteúdo das gravações pode resultar na suspensão do acordo de colaboração premiada firmado entre os executivos da JBS e o Ministério Público. Janot deve anunciar sua posição sobre a revisão do acordo já nesta sexta-feira (08).

Já Sonia Rabello ex- procuradora do município do Rio, explica que a rescisão é baseada em fatos novos que apareçam, e trazem modificações da situação fática na qual foi feito o ajuste entre as partes.

A divergência importa porque nesta data o ex-procurador Marcello Miller, suspeito de ter orientado a delação da JBS, ainda estava na PGR.

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Os comportamentos suspeitos teriam ocorrido envolvendo integrantes da PGR e do Supremo Tribunal Federal (STF). São referências vagas, de investigados conversando sobre o que teriam ouvido de terceiras pessoas.

Na conversa gravada, entre outras inconfidências picantes, Joesley e o ex-executivo do Grupo Ricardo Saud discutem como gravar o ex-ministro da Justiça José Eduardo Cardozo para ele "entregar" ministros do STF, o que poderia reforçar a delação dos executivos.

Nos diálogos, contudo, os executivos citam, além do procurador, políticos e ministros do Supremo Tribunal Federal. Não conhece, portanto, uma figura que possa existir de braço direito do procurador-geral na Lava Jato.

Miller não aguardou uma quarentena entre deixar a PGR e passar a prestar serviço para os irmãos Batista, o que levantou suspeitas sobre sua atuação.

No dia 5 de abril, ele deixou a Procuradoria depois de pedir exoneração.

Em meio ao diálogo, Joesley Batista ressalta ao diretor da J&F destaca a importância de eles se aproximarem de Marcelo Miller para "chegar no Janot" e, com isso, negociarem a delação premiada com imunidade penal, que assegurou que os delatores da empresa não seriam denunciados pelo Ministério Público.

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