Dignidade do STF está sendo agredida como nunca antes — Cármen Lúcia

Dignidade do STF está sendo agredida como nunca antes — Cármen Lúcia

Dignidade do STF está sendo agredida como nunca antes — Cármen Lúcia

A presidente da Corte estabeleceu data para início e conclusão da investigação. O sigilo das gravações foi retirado no início da noite pelo ministro Edson Fachin, mas o conteúdo será disponibilizado somente amanhã (5) pelo Supremo.

Segundo o Estado de S. Paulo apurou, os novos áudios da delação de executivos da J&F entregues à PGR, na semana passada, citam os nomes de três ministros do STF: Ricardo Lewandowski, Gilmar Mendes e Cármen. São referências vagas, de investigados conversando sobre o que teriam ouvido de terceiras pessoas. Ela se refere ao anúncio do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, de que áudio de conversa entre delatores da JBS mencionariam condutas "gravíssimas" de ministros da Corte.

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Assim, segue a especulação em torno do oferecimento ou não de uma nova denúncia contra o presidente Michel Temer (PMDB). No dia 5 de abril, Miller deixou o MPF e passou a trabalhar no escritório de advocacia Trench, Rossi e Watanabe.

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Na gravação, entregue pela JBS na última quinta-feira (1º) como complemento à delação premiada, o empresário Joesley Batista (dono da JBS) e o executivo Ricardo Saud (executivo da empresa) conversam sobre ministros do STF, segundo a Procuradoria-Geral da República (PGR), que pediu uma investigação sobre o caso. Os comportamentos suspeitos teriam ocorrido envolvendo integrantes da PGR e do Supremo Tribunal Federal (STF). Não temos conhecimento de nenhum ato ilícito cometido por nenhuma dessas autoridades. "Apesar de partes do diálogo trazerem meras elucubrações, sem qualquer respaldo fático, inclusive envolvendo o Supremo Tribunal Federal e a própria Procuradoria-Geral da República, há elementos que necessitam ser esclarecidos", informa a nota da procuradoria.

"Agride-se, de maneira inédita na história do país, a dignidade institucional deste Supremo Tribunal Federal e a honorabilidade de seus integrantes", afirmou a presidente do Supremo, que pediu ainda "prioridade e presteza" para uma apuração "clara, profunda e definitiva das alegações, em respeito ao direito dos cidadãos brasileiros a um Judiciário honrado". "A fim de que não fique qualquer sombra de dúvida sobre a dignidade deste Supremo Tribunal Federal e a honorabilidade de seus integrantes".

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