Crítico literário Antonio Candido morre aos 98 em São Paulo

Crítico literário Antonio Candido morre aos 98 em São Paulo

Crítico literário Antonio Candido morre aos 98 em São Paulo

Oito anos mais tarde, em 1945, tornou-se livre-docente de literatura brasileira e em 1954 doutor em Ciências Sociais. Me pediu para passar a limpo e eu disse: 'claro, professor'.

O jornal "Estado de São Paulo" recorda que Candido " nasceu no dia 24 de julho de 1918, no Rio de Janeiro, e depois de passar a infância nos limites entre Minas Gerais e São Paulo, se estabeleceu na capital paulista em 1937. A informação foi confirmada pela Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da Universidade de São Paulo (USP), entidade da qual Candido era professor emérito.

Candido recebeu, em 1998, o Prêmio Camões, dos governos do Brasil e de Portugal, em Lisboa; e em 2005, o Prêmio Internacional Alfonso Reyes, no México. Ainda criança, ele se mudou para Poços de Caldas (MG), e depois para São João da Boa Vista, no interior de São Paulo.

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Venceu por "Formação da literatura brasileira" (1960), "Os parceiros do Rio Bonito" (1965), "Brigada ligeira e outros escritos" (1993); além da estatueta de personalidade do ano, em 1966. Dirigido por Décio de Almeida Prado o caderno contava com um quadro de colaboradores de peso, nomes fortes da crítica literária, cinematografia, antropologia, sociologia, história e etc. Entre eles estavam Wilson Martins, Paulo Emilio Salles Gomes, Ruy Coelho e Lívio Xavier e o próprio Antonio Candido. Também viveu na França, entre 10 e 12 anos. A crítica e o trabalho teórico de Candido se beneficiaram de sua dupla formação, na área de Ciências Sociais e na de Letras. Em 1961, assume como professor colaborador a disciplina de teoria literária e literatura comparada na USP.

Uma de suas mais importantes contribuições foi a obra "Formação da literatura brasileira", publicada em 2000, onde são estudados o Arcadismo e o Romantismo no panorama histórico do Brasil. Além de escritor e crítico literário, Candido era militante e um dos fundadores do Partido dos Trabalhadores (PT). Saio perdendo, evidentemente, mas há uns 20 anos que não leio nada novo. Poucos leram e comentaram tantos livros de escritores brasileiros quanto Wilson Martins, autor da monumental "História da Inteligência Brasileira", livro indispensável àqueles que querem conhecer a cultura do país.

Entrevistado pelo jornalista Ubiratan Brasil para o Caderno2 de 8 de outubro de 2006, Antonio Candido falou sobre sua criação. "Estou com a vida intelectual completamente encerrada".

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